• MINISTRA DO MASFAMU DEFENDE ACESSO À ÁGUA COM ATENÇÃO ÀS NECESSIDADES DAS MULHERES E DAS POPULAÇÕES VULNERÁVEIS


    O acesso à água é um direito fundamental e deve ser assegurado tendo em conta as necessidades específicas das mulheres, adolescentes e populações em situação de vulnerabilidade. Esta posição foi defendida pela Ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento Neto, durante a sua intervenção no segundo dia da IV edição da Bienal de Luanda, que decorre sob o lema “Reforço da Governação da Água em África como Instrumento de Prevenção e Resolução de Conflitos”.
    Na ocasião, a governante destacou a importância de integrar a perspectiva de género em todas as fases dos projectos de acesso à água, considerando as necessidades específicas de mulheres, homens e jovens. Sublinhou que este recurso é essencial não apenas para o consumo, mas também para a saúde, a higiene, a dignidade humana e a inclusão social. Chamou, em particular, a atenção para as necessidades das mulheres grávidas e lactantes, bem como das adolescentes durante o período menstrual, salientando a importância da disponibilidade de água para a hidratação e a higiene pessoal.
    A governante realçou igualmente o papel do Programa Integrado de Desenvolvimento Local e Combate à Pobreza na identificação e resposta às necessidades das comunidades. Explicou que os administradores municipais, através dos Conselhos de Concertação Local, identificam as prioridades das populações, incluindo o acesso à água, a formação e capacitação das mulheres, os cuidados primários de saúde e a agricultura familiar. Estas prioridades são integradas nos programas municipais e submetidas à apreciação e aprovação do governador provincial, permitindo orientar os recursos para iniciativas que respondam às necessidades concretas das comunidades.
    A intervenção da Ministra na IV edição da Bienal de Luanda evidenciou, assim, a necessidade de políticas públicas inclusivas e sensíveis às questões de género, que coloquem as pessoas, sobretudo as mais vulneráveis, no centro das estratégias de desenvolvimento.